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Toda Forma de Amor
Capítulo 34
Narrador
Observador:
-Como assim ele descobriu
tudo? - Paulo disse exaltado quando o filho contou-lhe o ocorrido.
- Ele ouviu a conversa que nós tivemos. O cerco
tá se fechando! Pai, você precisa contar a verdade pra Lua! -
Daniel falou batendo na mesa.
- Se é que o Arthur não já contou, não é
mesmo? - o velho falou, nervoso.
- Ele não vai dizer nada. - o rapaz replicou -
Não por ora.
- Ai meu Deus! - Paulo sentou-se em sua cadeira
atrás da mesa e pôs as mãs na cabeça.
Os homens continuaram conversando sobre o assunto
no escritório. Mal sabiam que o certo rapaz, ouvia atentamente a
conversa e pensava com um sorriso debochado no rosto: "Isso
é que é matar dois coelhos numa cajadada só!”
POV da Lua
Arthur e eu fomos para o quarto que ele dividia
com Chay. Nos beijávamos ferozmente enquanto entrávamos aos trancos
e barrancos. Ele me colocou na cama e logo depois ficou por cima de
mim. Continuamos nos beijando com volúpia. Sua língua explorava
cada canto da minha boca e eu retribuía com urgência. Ele tentou se
afastar e sair dali mas eu o puxei pela camiseta e sussurei:
- Você não vai fugir de mim! - ele sorriu e
voltou a me beijar com o mesmo desejo de antes. Nossas mãos
deslizavam pelo corpo um do outro. Ele me deu alguns chupões no
pescoço e eu arranhei suas costas por cima da camiseta. Arthur
passou as mãos por minhas coxas e eu tirei sua camisa. Ele me
levantou e colocou-me sentada em seu colo de modo que nossos corpos
ficassem colados. Nos beijávamos ainda mais urgentemente e Thur
começou a beijar cada centímetro do meu corpo desde o osso da minha
mandíbula até o meu colo. Estava adorando as sensações e arrepios
que ele me causava até que…
- Oooopa! - Daniel abriu a porta.
- MAS QUE PORRA VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI DANIEL? -
perguntei dando um pulo e saindo do colo do Arthur. Meu irmão não
me deu a mínima atenção e se voltou para meu namorado:
- Eu vou fingir que não vi você agarrando a
minha irmã. Ela é só uma criança!
- Criança? Caraca! Se ela é uma criança,
imagina quando for adulta! - Arthur riu.
- EEEEI! “Ela" tá aqui! - falei fazendo
bico.
- Eu sei, olhos lindos! - Biscoito levantou e me
deu um selinho, que foi se transformando num beijo.
- Eu-ainda-estou-aqui! - Daniel disse cada
palavra pausadamente.
- Infelizmente. - Murmurei.
- Ah é? Agradece à Papai do Céu, que dessa vez
fui eu. Da próxima vez, tranquem a porta. Eu hein. - Meu irmão saiu
e bateu a porta. Voltei a agarrar Arthur mais ele já não
correspondia como antes.
- Thuuur… - chamei-o fazendo uma voz de bebê e
cara de cachorrinho que caiu da mudança. Ele estava com um sorriso
torto.
- Estou imune à isso, Miojo.
- Vai dizer que não tava bom? - perguntei.
- Estava ótimo. Mas essa não é a hora e esse
não é lugar. Dessa vez foi o seu irmão, mas vai que fosse o seu
pai?
- Sacooooo! - falei emburrada. - Mas vem cá… -
comecei enquanto Arthur colocava a camisa - O que o Dan queria
contigo? Porque se ele veio aqui, é porque ele tava te procurando.
Porque né, o Chay tá por aí. O que ele queria com você?
- Vai saber né? - Thur respondeu sem me olhar e
percebi que ele ficou tenso. Aí tem!, pensei.
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