Toda forma de amor

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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

TFA 34




                                            
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 Capítulo 34


Narrador Observador:
-Como assim ele descobriu tudo? - Paulo disse exaltado quando o filho contou-lhe o ocorrido.
- Ele ouviu a conversa que nós tivemos. O cerco tá se fechando! Pai, você precisa contar a verdade pra Lua! - Daniel falou batendo na mesa.
- Se é que o Arthur não já contou, não é mesmo? - o velho falou, nervoso.
- Ele não vai dizer nada. - o rapaz replicou - Não por ora. 
- Ai meu Deus! - Paulo sentou-se em sua cadeira atrás da mesa e pôs as mãs na cabeça.
Os homens continuaram conversando sobre o assunto no escritório. Mal sabiam que o certo rapaz, ouvia atentamente a conversa e pensava com um sorriso debochado no rosto: "Isso é que é matar dois coelhos numa cajadada só!
POV da Lua
Arthur e eu fomos para o quarto que ele dividia com Chay. Nos beijávamos ferozmente enquanto entrávamos aos trancos e barrancos. Ele me colocou na cama e logo depois ficou por cima de mim. Continuamos nos beijando com volúpia. Sua língua explorava cada canto da minha boca e eu retribuía com urgência. Ele tentou se afastar e sair dali mas eu o puxei pela camiseta e sussurei:
- Você não vai fugir de mim! - ele sorriu e voltou a me beijar com o mesmo desejo de antes. Nossas mãos deslizavam pelo corpo um do outro. Ele me deu alguns chupões no pescoço e eu arranhei suas costas por cima da camiseta. Arthur passou as mãos por minhas coxas e eu tirei sua camisa. Ele me levantou e colocou-me sentada em seu colo de modo que nossos corpos ficassem colados. Nos beijávamos ainda mais urgentemente e Thur começou a beijar cada centímetro do meu corpo desde o osso da minha mandíbula até o meu colo. Estava adorando as sensações e arrepios que ele me causava até que…
- Oooopa! - Daniel abriu a porta.
- MAS QUE PORRA VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI DANIEL? - perguntei dando um pulo e saindo do colo do Arthur. Meu irmão não me deu a mínima atenção e se voltou para meu namorado:
- Eu vou fingir que não vi você agarrando a minha irmã. Ela é só uma criança!
- Criança? Caraca! Se ela é uma criança, imagina quando for adulta! - Arthur riu.
- EEEEI! “Ela" tá aqui! - falei fazendo bico. 
- Eu sei, olhos lindos! - Biscoito levantou e me deu um selinho, que foi se transformando num beijo.
- Eu-ainda-estou-aqui!  - Daniel disse cada palavra pausadamente.
- Infelizmente. - Murmurei.
- Ah é? Agradece à Papai do Céu, que dessa vez fui eu. Da próxima vez, tranquem a porta. Eu hein. - Meu irmão saiu e bateu a porta. Voltei a agarrar Arthur mais ele já não correspondia como antes.
- Thuuur… - chamei-o fazendo uma voz de bebê e cara de cachorrinho que caiu da mudança. Ele estava com um sorriso torto.
- Estou imune à isso, Miojo. 
- Vai dizer que não tava bom? - perguntei.
- Estava ótimo. Mas essa não é a hora e esse não é lugar. Dessa vez foi o seu irmão, mas vai que fosse o seu pai? 
- Sacooooo! - falei emburrada. - Mas vem cá… - comecei enquanto Arthur colocava a camisa - O que o Dan queria contigo? Porque se ele veio aqui, é porque ele tava te procurando. Porque né, o Chay tá por aí. O que ele queria com você? 
- Vai saber né? - Thur respondeu sem me olhar e percebi que ele ficou tenso. Aí tem!, pensei.


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